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May 15, 2013

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Comments

Aline

Such a great article! But it's just kinda frustrating, cause you know more about Racism in Brazil than most of the brazilians I know, that believe in the myth of Brazilians being the mix between Portugueses, Indigenous and Africans. So defining a mixed nation like Brazil is stupid for them. It's really sad seeying that many Brazilians don't have acess to this type of important informations, history and sociology.

Anyway, congrats for your great review about Brazil.

Pedro Mundim

Os brasileiros com alguma ancestralidade africana são perto da metade da população, mas apenas 6% dos estudantes universitários. Podemos, então, afirmar com plena certeza que a discriminação e o racismo impedem que a grande maioria dos afro-descendentes entrem para a universidade, certo?

Afro-descendentes têm em média 1.6 anos de escolaridade a menos que os brancos. Podemos, então, afirmar com plena certeza, que a discriminação e o racismo expulsam os estudantes negros das escolas, certo?

Afro-descendentes são 65% das vítimas de homicídio. Eles estão sendo mortos por racistas brancos, certo?

Afro-descendentes são 60% da população das prisões. É uma prova de que eles são presos por policiais racistas?

Os afro-descendentes têm uma expectativa de vida 6 anos inferior à dos brancos. Temos aí a prova de que os negros idosos estão sendo mortos por médicos racistas, sim?

Os afro-descendentes ganham em média 60% do que ganha um branco. Não foi mencionado se esta estatística comparava os mesmos empregos e as mesmas qualificações, ou se meramente considera a soma de todos os empregos. Mesmo assim podemos concluir, sem dúvida nenhuma, que os negros são discriminados nos empregos?

É claro que todas as assertivas acima são falsas. São análises incompletas. Há poucos estudantes afro-descendentes nas universidades por razões puramente econômicas. O mesmo motivo explica o alto número de negros vítimas de homicídio, nas prisões, a baixa expectativa de vida, etc. Razões puramente econômicas são basicamente estruturais, impessoais, não são influenciadas pelo racismo. O racismo existe no Brasil, mas não é causa daa diferenças sociais e culturais entre negros e brancos. Essas diferenças existem porque filhos de pobres, quase sempre são pobres também - independente da raça.

A adoção de cotas nas universidades, no Brasil, tem apenas função de peça de propaganda. O critério que exige que apenas os estudantes mais qualificados, independente da raça, sejam admitidos nas universidades, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, não busca uma justiça subjetiva, como aqueles que querem reparar os erros do passado (ou do presente); ao contrário, esse critério busca uma condição objetiva para que um estudante possa entrar em uma universidade, e sair de lá graduado. Apenas estudantes devidamente preparados podem concluir um curso universitário, isso é uma condição SINE QUA NON. Não há como fugir disto.

Podemos falsear tal critério lógico, impondo que estudantes pior qualificados entrem nas universidades, no lugar dos estudantes melhor qualificados? Certamente que podemos, tanto que já estamos fazendo isso. Mas há uma conseqüência: em alguma medida, o nível dos profissionais formados cairá. Nesse mundo globalizado, onde está mais do que provado que o único meio dos países "emergentes" alcançarem os países ricos é por intermédio da educação, fazer cair o nível da educação superior é como dar um golpe no baixo ventre de um lutador. Knock Out!

O que provavelmente acontecerá no futuro, eu acredito, será o seguinte: o nível dos estudantes no Brasil, mesmo sem cotas, já é tão baixo, e as dificultades para um jovem afro-descendente chegar ao ponto de disputar uma vaga em uma universidade, mesmo com cotas, já são tão grandes, que é possível que, no final, o nível acadêmico dos estudantes cotistas - e mesmo o nível social - não seja tão diferente daquele dos estudantes não-cotistas. Se isso acontecer, as cotas poderão cumprir sua função de peça de propaganda sem causar danos excessivos. Vai apenas afundar um pouco mais o nível da educação no Brasil. Disto não passa.

Pedro Mundim

"...most of the brazilians I know, that believe in the myth of Brazilians being the mix between Portugueses, Indigenous and Africans"

Mas então a crença de que o povo brasileiro é uma mistura de portugueses, indígenas e africanos, não passa de um mito? Então, o que são os brasileiros? Uma mistura de turcomenos, melanésios e azerbaijanos? Sinceramente, não entendi.

Markhillary

In major metropolitan areas such as São Paulo, it has become difficult to find a maid - any good maid is raising their price. Even the diaristas are charging around R$90-100 per day. I suspect you are right that this will lead to local people pricing themselves out of the work - foreign workers will do it for less and worry about the law far less. Saying all this though, it was really about time that domestic workers were just classified as workers and not considered to be a special case not worthy of the same rights.

Aline

Pedro Mundim, you are just the type of brazilian that I was talking about. I won't waste my time trying to explain in a deep way how our country was formed. But if you start studying the history of Brazil, you would def be able to argue about it. On the other hand, seems that the only thing you do is comment - in portuguese - at foreigners blogs about something you never really studied about. Such a waste of time!

Pedro Mundim

Bem, Aline, então, ao invés de responder aos meus argumentos, você prefere atacar-me pessoalmente, afirmando que sou tão ignorante que não vale a pena perder tempo em responder-me. Atacar ao interlocutor ao invés de seus argumentos chama-se argumentação "ad hominen", e é um antigo recurso para se fugir a uma discussão. Mas já vi piores.

Achei estranho você criticar o fato de eu responder em português. Seria estranho se eu escrevesse em português em um blog que tratasse de assuntos que nada têm a ver com o Brasil. Mas o objeto deste blog é o Brasil, e eu sei que a Gringa entende português; portanto, não é nenhuma desfeita a ela que eu escreva em português. É normal que blog's que tratam de temas estrangeiros sejam bilingues, e tenham tanto post's na língua do autor quanto na língua de seus interlocutores. Se eu entendo o que você escreve em inglês, é evidente que eu poderia responder-lhe em inglês, mas prefiro responder em português, pois post's em português são relativamente raros neste blog, e se você realmente tem conhecimentos profundos sobre o Brasil, deve ser capaz de responder-me em português.

Eu tenho, sim, estudos, e leio bastante artigos de História - e além disso, vivi no Brasil toda a minha vida. Se você quiser continuar a discussão, estou às ordens.

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